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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Guerras... Para quê?

Quando entrei na faculdade, comecei a aprender sobre guerras, algo que sempre achei irracional. Sempre achei irracional porque durante meu crescimento, não tive irmãos para lutarem comigo por atenção dos pais ou comida, roupas, etc.
Com o tempo, passei a entender melhor o porquê das guerras. Estados existiriam sem guerras?
O Sistema Internacional existiria sem guerras?
Como defender nossos interesses se sempre tem alguém para nos dizer, "Não, não faça"?
Somos humanos e temos interesses distintos. Cada um podia formar o Estado de seu interesse e quem estivesse na mesma onda, poderia ir para lá e fim. Mas sempre tem algum Estado mais forte para lutar contra. Sempre tem alguém se metendo nos interesses das minorias.
Porque os russos da Ucrânia não podem querer ser da Rússia, Senhor Obama?
O que o senhor tem a ver com um povo que não é nada seu?
Interesses. Jogos de poder. Só isso.
E os Direitos Humanos? Estados Unidos e tantos outros defendendo o DIH pela frente, mas descancando tantos outros países por trás das câmeras.

Bem, diante de todo esse questionamento, cheguei à conclusão de que o que me interessa mesmo na faculdade são as matérias de guerra. Engraçado se discutir direitos humanos enquanto falamos de guerras. O Direito Internacional Humanitário surgiu por causa da desumanidade que vinha acontecendo nas guerras. Mas algo que eu não entendo é como se estabelecer limites entre o que é certo e o que é errado quando se trata de guerra. Guerra é justa em algum momento? Lutar por uma causa, sim, mas nada justifica matar. Falar de qual tipo de bala é mais justa para debilitar o inimigo? O que é isso?
Tudo é muito confuso...

Lembrando que este blog não representa a visão do curso de Defesa e Gestão Estratégica Internacional. A função deste blog é gerar conhecimento sobre quem somos, o que estudamos e trazer quem está de fora para entender um pouco do porquê desta graduação. Isto aqui está sendo um questionamento da autora do blog depois de estudar algumas coisas. O Blog está aberto para novos contribuintes, mas infelizmente, poucos se interessam em enviar suas opiniões. Esperamos criar um grande debate no futuro.

Mas voltando...
Acabei de fazer um resumo sobre formas de guerra para a disciplina Guerra Civil e Assimétrica. O texto fala sobre gerações de guerras e algo que me chamou a atenção, é que hoje, estamos na guerra de quarta geração. Mas o que é isso?

É o seguinte: Segundo o texto lido, que se chama "Compreendendo a Guerra de Quarta Geração, de William S. Lind", hoje em dia, os Estados não mais lutam contra Estados, mas sim, contra instituições. Um exemplo disso, é que os EUA, por exemplo, não lutam contra o Iraque, mas contra o terrorismo, contra as instituições do Hamas, Al Qaeda, por exemplo.
Depois de três gerações de guerras, passando pela Blitzkrieg, tática de guerra alemã, ou a guerra super organizada após a Paz de Westfalia, hoje em dia, luta-se por culturas. Não há nada de novo nesta guerra, o que muda é que tem-se tecnologia para defender causas culturais. Não importa mais o número de baixas se tantos se identificam com a cultura de determinado local.
Isso é muito interessante, pois a velocidade alemã não importa mais, a tática não importa mais, a artilharia tem menos valor que a inteligência...

Por que os Estados guerreiam?
Leiam o texto.

Achei muito interessante.
Tá aí mais um pouquinho do que temos que estudar no curso.
Até breve!

Para quem se interessar, segue o programa da disciplina:



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