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sábado, 28 de setembro de 2013

A lenda da linha 485.

Um dos meus objetivos neste blog é contar como é o dia-a-dia dos alunos, pelo o que passamos, quais são nossas lutas diárias.

Para quem mora na Tijuca, Zona sul, ou simplesmente precisa ir para o centro, a única linha é o famoso 485.

Esta linha liga Ipanema, desde a praça General Osório até a Penha. É um percurso muito longo para a pouca quantidade de ônibus que existiam.

Sempre esperei bastante tempo para pegar este ônibus, mas em uma sexta-feira, dia de trânsito mais caótico não sei porquê, fui para o ponto nada mais do que 15:12 da tarde e às 17:24 NENHUM ônibus da linha 485 havia passado.

Eu tinha aula às 18:00. Estava preparada para um possível desencontro, mas sinceramente, não conseguir ir para uma aula, saindo com 3 horas de antecedência, é um desaforo.

Botafogo até o Fundão, passando pelas ruas movimentadas, em geral demora 45 minutos. NO MÁXIMO. Exceto em casos muito extremos, como trânsito devido a acidentes que param um lado da pista e coisas do tipo. Sem trânsito, demora em torno de 18 minutos. Ou seja: saí de casa com bastante antecedência. Resultado: perdi uma aula. Mas, podia ter perdido uma prova.

Revoltada, pedi aos meus colegas ajuda pra reclamarmos dessa linha. Gostaria de salientar também, que aceito histórias de outras linhas para publicarmos aqui e procurarmos respostas das empresas.
Mandem para o e-mail: dominiquesouza@ufrj.br

Mas enfim, pedi para ligarem e reclamarem. O CA do nosso curso, nos pediu pouco tempo depois para preenchermos uma ficha a respeito da qualidade dos serviços de ônibus para a cidade universitária.

Coincidência ou não, criaram a linha 481, que faz o mesmo percurso do 485, porém, vai somente até Botafogo. Para quem mora em Botafogo, foi uma boa ideia, afinal, normalmente quando o 485 passava por lá, já faltava espaço até para entrar no ônibus, como em alguns horários de manhã ou por volta das 17:00, que muitas vezes nem dava para entrar.

Com um percurso menor, melhora até para quem mora em Laranjeiras, Flamengo... esses sim nunca iam sentados no 485.

No centro já existem outras opções para ir para o Fundão, como os ônibus que vão para a Ilha. O problema é que muitos desses depois de alguma certa hora da tarde não entram mais no Fundão.

Aos poucos, conseguimos melhoras. O 485B, que tem ar condicionado, era mais caro, agora está 2,75 como qualquer ônibus. Nós conseguimos a redução dos 0,20 nas passagens.
Não podemos deixar que as empresas cobrem e entreguem serviços de má qualidade sem reclamarmos.

Há pouco tempo, foi postado um vídeo de um motorista ameaçando um aluno da UFRJ. O motivo da briga não fica claro no vídeo, porém, fica claro o comportamento exagerado do motorista.

Os motoristas dirigem acima da velocidade, furam sinais, freiam bruscamente, ouvem música alta enquanto já existe lei contra isso, não param em todos os pontos. Muitos motoristas perguntam se "alguém vai para o Catumbi?", para evitar passar neste bairro e encurtar o caminho. E quem precisa ir para a UFRJ de lá?

É muito abuso.

Coincidência ou não, reclamamos e fizeram uma nova linha.

Há quem pense que apenas mudaram alguns 485 para 481 e que o número de ônibus continua o mesmo, porém, teríamos que fazer uma pesquisa mais profunda para descobrir isso. No momento, por enquanto, vamos comemorar. Mudaram alguma coisa por nós. Vamos tentar ver na prática se vão continuar passando, e com mais frequência linhas que ligam a zona sul ao Fundão.


sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Grade Curricular do curso de Defesa e Gestão Estratégica Internacional

Vou começar apresentando a grade do primeiro período de Defesa.
Aos poucos, vou colocar o currículo Lattes de cada professor e então, as ementas das matérias.

SEGUNDA-FEIRA

17:50 - 19:50
Análise de Sociedade e Estado - Professora Valéria
Currículo - (http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?metodo=apresentar&id=K4732530P2)

19:50 - 21:50
Fundamentos da economia - Professora Valéria


TERÇA-FEIRA

17:50 - 21:50
Interpretações do Brasil - Professora Valéria


QUARTA-FEIRA

17:50 - 21:50
Introdução ao Estudo da Defesa - Professor Henrique
Currículo - (http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4442221E1)


QUINTA-FEIRA

17:50 - 21:50
Teoria das Relações Internacionais - Professor Leonardo
Currículo - (http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4737463H5)


SEXTA-FEIRA

13:50 - 17:50
Geopolítica (turma B) - Professora Larissa
Currículo - (http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4533389H2)

17:50 - 21:50
Geopolítica - Professora Larissa


É isso!
Em breve colocarei as ementas de cada matéria.

Folder de apresentação do curso de Defesa e Gestão Estratégica Internacional


O professor Henrique Paiva é novo no curso, porém, já vem contribuindo em muito para nós.
Ele organizou muitas coisas interessantes como apresentação e mercado de trabalho em um folder, de forma a nos esclarecer ideias e ajudar a divulgar o curso de Defesa e Gestão Estratégica Internacional.
Dêem uma olhada!
Basta clicar sobre as imagens para ficarem maiores.
Se necessário, basta salvar no computador e abrir no Adobe com zoom.
Coloquei o maior tamanho que possível suportado pelo blog.
Vale à pena ver!

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Em que casos estudantes de DGEI seriam interessantes?

 Aqui neste blog, vou colocar opiniões de professores e alunos sobre um mercado de trabalho promissor para Defesa e Gestão Estratégica Internacional.

  Há professores realmente envolvidos com nossa inserção no mercado de trabalho e que estão fazendo materiais como vídeos, slides, além de aulas mais interativas com o propósito de nos dar uma ideia de como poderemos trabalhar.

 O curso de DGEI terá sua primeira turma formada em 2013, e no próximo ano e então, teremos uma real noção de como os jovens aventurados neste novo curso serão inseridos no mercado de trabalho. Neste vídeo que colocarei para vocês, dá para entender a falta de profissionais como nós no governo e empresas brasileiras.

 No último mês, o Brasil se encontrou como alvo de espionagem norte-americana e um dos casos de espionagem foi a empresa Petrobrás. No programa "Entre aspas" da Globo News, percebi as formas como um profissional da área de estratégia pode atuar. Os americanos cobiçam a tecnologia brasileira. Como o país pode se proteger dessa cobiça?

 Sobre este caso, a presidente Dilma afirmou: "O motivo não é segurança, mas interesses econômicos e estratégicos." 

  Os Estados Unidos possuem a boa estratégia de reservar seu petróleo e usar o petróleo de outros países.

  Sendo assim, quando acabar o "ouro negro", quem o terá, serão eles. Mas para isso, possuem um enorme poder militar; investem pesado em armamentos e por isso, são a maior potência militar do mundo.

 Logo, estão preparados para um combate a qualquer momento, até porque, isso facilita em muito a dominação de setores importantes e estratégicos de outros países.

 É como lidar com o valentão que rouba seu lanche na escola. Faça primeiro o que ele quer, depois pense em como derrubá-lo, e se não se preparar para isso, ele continuará roubando seu lanche porque é mais forte do que você. Por isso o Brasil tem que investir em Defesa e Estratégia para subir os degraus até o desenvolvimento.

  Se desenvolver não é apenas investir em educação, mas além disso, estudar formas de proteção a sua economia, dos recursos naturais, das empresas estratégicas. É preciso primeiro crescer, para saber lidar com os interesses de outros países e não, entregar o ouro para depois pensar em como tomá-lo de volta.

 Os países desenvolvidos fizeram, fazem e sempre que puderem, farão espionagens de modo a manter seu status quo. Querem se manter no topo, comandando as ordens de um mundo competitivo. Para isso, é preciso criar novas estratégias de proteção a esse tipo de caso, além de repensar as estratégias já antes criadas e que se encontram defasadas.

 O Petróleo é um dos principais setores estratégicos do país e caso, no futuro, seu preço caia bruscamente, por um possível surgimento de outra fonte de abastecimento que não ele, teremos um prejuízo de bilhões.

 O Brasil precisa aumentar seus investimentos em pesquisas para que estejamos à frente quando mudanças como essas acontecerem. E precisa além de tudo, de profissionais que saibam como fugir da espionagem que pode travar o desenvolvimento do país, criando sempre linhas de estratégias diferentes, para que assim, esteja cercado por todos os lados e continue se desenvolvendo enquanto país, enquanto economia e enquanto sociedade.

Vejam a matéria completa no link abaixo:
  http://globotv.globo.com/globonews/entre-aspas/v/especialistas-debatem-espionagem-americana-no-brasil-e-interesses-do-petroleo/2816232/

domingo, 8 de setembro de 2013

Por que escolhi o curso de Defesa e Gestão Estratégica Internacional?

Vamos começar.
Uma boa noite a todos!
Primeiro vou me apresentar e contar um pouco da minha história:

Nasci em Petrópolis, cidade média, localizada a 1 hora do centro do Rio de Janeiro. Nós, petropolitanos, costumamos pensar que sair de Petrópolis, é estar em meio a um tiroteio constante e ainda mais, vendados. É como atravessar uma rua sem olhar. Não sei se pessoas de outras cidades, menores que o próprio Rio de Janeiro pensam dessa forma também. Mas assim, crescemos com a influência de professores do Rio, nos colocando ideias de passar no vestibular para uma Federal. Estadual, que seja. "BUSQUE SEU SUCESSO! NÃO FAÇA PARTICULAR! AS PÚBLICAS SÃO MELHORES! O VESTIBULAR É UM FUNIL, SEJA UM DOS QUE PASSAM POR ELE!" É o tempo todo isso! E acaba sendo mais ou menos isso mesmo...

 Para mim, a federal abriu meus horizontes. Nada contra faculdades que não possuem critério nenhum para selecionar seus alunos. Afinal, há pessoas capazes de aprender história sem precisar saber de química. Mas o que me fascina mesmo é que na faculdade Federal, a gente vê de tudo. Aprendemos a ver homossexuais como algo normal, sem estranhamentos. Aprendemos que existem ricos e pobres. Aprendemos que pessoas misturadas, de todos os tipos, tendem a formar menos "grupinhos" do que pessoas que nascem, crescem e morrem em uma mesma cidade, em um mesmo ciclo de amizades.

Mudar de cidade é um experiência que todos os jovens deveriam viver.

 Não ter medo, ser firme e forte com suas convicções. Conversar, brigar, se for preciso, mas impor um sonho. Se for mesmo um sonho válido. Eu já tentei medicina, história, aliás (4º lugar na UERJ), (mas que não foi reconhecido porque não era medicina, diga-se de passagem...) e comunicação Social. Já pensei em Biologia Marinha quando estava no ensino médio. Medicina, no 3º ano. História, quando fiz meu cursinho. Comunicação Social - Jornalismo, também no cursinho.

O lance é: todo pai vai querer que o filho esteja na tríade medicina, engenharia, direito. O filho tem que ser doutor... Mas médico não é doutor se não tiver doutorado. E te digo mais: se só existissem essa três profissões no mundo, sinto dizer que não haveria organização política que vigorasse para comandar um país.

Bem... o que eu quero dizer é que toda profissão tem uma função. Encontre a sua! Mesmo que você escolha criar miniaturas de barcos com palitos de picolé, se você for mesmo um gigante, terá seu reconhecimento e um monte de escolas irão querer que você divulgue seu trabalho.
Encontre-se e ainda assim, saiba viver UM DIA DE CADA VEZ. Mas saia do lugar. Dê um primeiro passo, ainda que não enxergue o caminho todo. As coisas com o tempo se resolvem. Eu não tinha muita perspectiva se não fizesse comunicação social. Eu queria jornalismo, mas o vestibular não me aprovou. O enem resolveu mudar as regras de um jogo que eu jogava há mais de dois anos. Não deu certo. Mas o lado bom desse tal de enem é que a gente pode "brincar" de ver para qual curso podemos ser aprovados.

Eu nem sabia desse tal curso, DGEI. Faltavam fontes que me explicassem o que era. O quando explicavam, não era claro. Uma pessoa de 18 anos, que acaba de fazer vestibular não vai entender palavras como logística, por exemplo, em um texto com milhões de outras palavras difíceis, que está falando de um assunto já muito específico para um curso como esse.

Defesa e Gestão Estratégica Internacional não é como educação física, onde todo mundo sabe o que um professor disso faz.
TEMOS MUITAS OPORTUNIDADES E ALGUMAS, NEM SEMPRE SÃO CLARAS.
Mas voltando, eu vi esse curso na lista do SISU, gostei do nome, aliás, esse nome dá o que falar... depois eu conto. Procurei, fiquei sabendo um pouco e lá fui eu: feito cega em tiroteio. Temos uma grade parecida com a de Relações Internacionais, mas somos mais do que isso. Vou mostrar como DGEI (Defesa e Gestão...) é amplo. Mas assim, passei pra UFRJ. Que isso! Dei um grito na livraria que estava trabalhando ao receber uma mensagem no meu celular: "Você foi classificado. Vá até sua instituição de ensino e faça sua matrícula." Me pegaram no colo, quem comprava livros me deu parabéns e cara, é uma conquista muito boa. Foi a primeira de muitas outras.
Hoje, estou no 5º período e não me arrependo de ter entrado no curso. É a história que eu gostaria de estudar, de forma aplicada, e com muitos outros conceitos embutidos. Sempre gostei de história, mas sinceramente, não queria passar seis meses estudando só medieval. Quero ver a história aplicada e meus conhecimentos adquiridos para passar no vestibular me ajudaram a entender a faculdade hoje.
É isso que faz a diferença entre uma universidade que exige muito em seu vestibular e outras que não exigem tanto... Os alunos já entram "quentes", entende?

Na vida, escolha o caminho mais difícil. Ele te fará mais forte e mais conhecedor de si mesmo. Uma vida de marasmo não testa quem você é. Se eu tenho um orgulho, é usar minha carteirinha e jantar uma comida deliciosa por 2,00. É conquista minha. É usar a camiseta da primeira universidade federal do país, criada em 1920. É estar em uma das melhores universidades da América Latina.

 Por favor, não façam cursos que querem que você faça. Atire-se ao desconhecido, se assim for o seu desejo. Não tenha medo de mudar de cidade, de estudar o que ninguém estuda. Se é o que você quer, faça. Tenha parceiros para te darem força e siga com fé.

Essa foi apenas uma introdução a como eu fui parar nesse tal de DGEI aí... Vou usar esse blog para explicar as dificuldades que passamos, o que é o curso, quem são os professores, quais são as notícias que mais temos que ficar por dentro para acompanhar o curso, quais são os benefícios da UFRJ, o que falta melhorar, quais são os desafios de estar em um curso novo, qual o mercado de trabalho, qual é a nossa grade, o que estudamos, publicarei as ementas, como é o nosso prédio, como será o futuro previsto para o curso, tudo de uma forma simples e agradável de se ler. Espero que gostem. Desejo também poder ajudar a quem se interessa pelo curso e tirar dúvidas. Desejo poder dar forças a quem passa pela dificuldade que passei: ter a coragem de guiar o próprio caminho.